Tom Veiga, intérprete de Louro José, morreu vítima de um AVC, aponta laudo do IML

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O ator e humorista Tom Veiga, intérprete do Louro José no “Mais Você”, morreu em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, provocado por um aneurisma. É o que aponta o laudo preliminar do Instituto Médico-Legal ao qual a Globo teve acesso na manhã desta segunda-feira (2).

O aneurisma cerebral é a dilatação exagerada das paredes das artérias intracranianas. O aneurisma pode se romper, causando hemorragia no cérebro, ou seja, um AVC hemorrágico, que ocorre quando um vaso sanguíneo — veia ou artéria — se rompe dentro do cérebro, extravasando sangue.

O AVC hemorrágico é a quarta doença que mais mata no Brasil. Pode ser causado por doenças pré-existentes, como diabetes e hipertensão, entre outras, ou desencadeado por hábitos pouco saudáveis, como consumo excessivo de sal, açúcar e gordura, além de sedentarismo e tabagismo.

Geralmente, um aneurisma não provoca nenhum tipo de sintoma, o que dificulta diagnóstico precoce e tratamento eficaz.

“O aneurisma é uma condição da pessoa, que já nasce com essa predisposição que se manifesta em geral depois dos 40 anos”, afirma Luiz Henrique Martins Castro, neurologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

“A elevação da pressão arterial é que faz o aneurisma se romper. A pessoa sente uma dor de cabeça muito intensa por causa desse aumento da pressão sobre o cérebro. Nos casos em que a pessoa não morre, ela tem uma dor de cabeça muito forte, pode ter sonolência e até entrar em coma.”

O neurocirugião Adriano Scaff explica que o aneurisma é uma falha nos tecidos das artérias. “As artérias têm alguns tecidos elásticos que permitem que na hora em que o coração bate que ela pulse, que ela dilate e volte. Existe uma falha nesses tecidos. Imagine ter no carro uma bolha no pneu. Fica uma parede dilatada, que é uma parede fraca, e essa parede é chamada de aneurisma cerebral”, diz.

“A causa mais comum de ruptura do aneurisma é quando você tem um aumento da pressão arterial. A parede é mais fraca e rompe. Quando rompe, o sangue vai para o cérebro, formando os coágulos. A depender do volume, aumenta a pressão dentro da cabeça e essa pressão não tem para onde ir. Então, comprime uma região que é o tronco encefálico. E a hora que faz isso a pessoa entra em morte encefálica.”
Tom Veiga em depoimento ao Memória Globo, 2019 — Foto: Fabrício Mota/Globo

Tom Veiga foi encontrado morto neste domingo (1) dentro do seu apartamento, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Ele tinha 47 anos e deixou quatro filhos.

O velório será na terça-feira (3), restrito a familiares, e o enterro, na quarta-feira (4) em São Paulo.

Fonte: globo.com
Foto: Divulgação

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