Santos atropela Boca com 3 a 0 e fará final da Liberta contra Palmeiras

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Aos que se assustaram com a postura agressiva do River Plate contra o Palmeiras ontem, no Allianz Parque, podem esfriar a cabeça. O Santos não só foi superior, como venceu por 3 a 0 o Boca Juniors na noite de hoje (13), na Vila Belmiro, pelo segundo jogo das semifinais da Libertadores.

Diego Pituca, Soteldo e Lucas Braga fizeram os gols do triunfo. O resultado levou o time do técnico Cuca à decisão contra o Palmeiras, em jogo único, no próximo dia 30, no Maracanã.

Os argentinos até tentaram encontrar espaços, mas sem chances. O time de Cuca estava com a defesa totalmente blindada. João Paulo, quando acionado foi providencial. Luan Peres e Lucas Veríssimo, que teve sangramento na cabeça após se machucar, tiveram uma noite impecável.

Envolvidos no jogo do Santos, o Boca pegou pilha e procurou jogo. Tentou apelar para a provocação, mas nem um jogador deu bola. Fabra tentou passar por Marinho, mas fez dura falta no atacante e ainda deu um pisão, por isso acabou expulso e o Peixe saiu em vantagem.

Santos ligado nos 220v
Três minutos de jogo foram suficientes para Santos dar o primeiro susto nos argentinos. Marinho acertou a trave e deixou o rebote para Diego Pituca, que mandou para longe. Na sequência, duas roubadas de bola e uma falta recebida.

O time de Cuca começou totalmente elétrico. Inclusive, os santistas sequer ligavam para as provocações do Boca. Corriam muito, mas muito. Kaio Jorge, por exemplo, aparecia em todas as partes do campo. Ligeiro, roubava bola, buscava jogo e dava trabalho.

Diego Pituca foi o responsável por abrir o placar depois de um lance um pouco esquisito. Os argentinos pediram falta alegando mão na bola de Soteldo, porém, o árbitro desconsiderou. Enquanto reclamavam, o volante aproveitou a oportunidade e balançou as redes. Ótimo início do time de Cuca.

Susto na Vila
O zagueiro Lucas Veríssimo se chocou no alto com Soldano e abriu um corte em sua cabeça. O sangue foi tanto, que o defensor precisou trocar de camisa e fazer um rápido curativo para continuar em campo. Após um ponto falso e novo uniforme, o defensor retornou em campo.

Paredão santista
Todas as divididas eram do Peixe. Os argentinos pressionavam, mas não encontravam espaços. Nenhuma facilidade para chegar na defesa. João Paulo estava tranquilo, pouco acionado devido as ótimas atuações de Lucas Veríssimo e Luan Peres. A dupla formou um paredão, nada passava por alí.

O meio-campo fluiu, leve. Santos estava muito superior tanto tecnicamente quanto taticamente. Se destacava pela raça e vontade de encontrar o segundo gol. Qualquer bola no pé era oportunidade para arriscar tudo que podiam. Enquanto isso, Boca Juniors terminou a primeira parte sem nenhum chute no gol.

E de tanto arriscar…
Soteldo, de longe, viu a oportunidade e agarrou. Logo aos três minutos o “pequeno polegar” deixou o dele. A bola voltou ao meio-campo e dois minutos mais tarde: gol de Lucas Braga.

O clima era de final. O Santos estava focado e totalmente determinado a ir até a final da Copa Libertadores da América. Na arquibancada, os jogadores que não foram relacionados, a assessoria do clube e mais alguns membros da direção fizeram uma grande festa.

Menos 1
Totalmente desestabilizado, os argentinos pegaram pilha. Envolvidos no jogo do Santos, rodavam a bola para lá e para cá, mas não levavam perigo. Fabra tentou passar por Marinho, mas fez falta dura e pisou no jogador, por isso recebeu cartão vermelho. Santos com vantagem.

O time se recuperou e foi para cima. Abila encontrou Campuzano perto da área, que ajeitou para Salvio livre. Ele bateu, mas João Paulo fez bonita defesa para impedir. A bola explodiu e sobrou, Tévez encheu o pé, a bola rebate e a marcação tira. Santos tomou três sustos, mas seguiu com sua defesa blindada.

Fonte: Folhapress

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