Polícia faz reconstituição da morte de Gabriella Custódio, morta com tiro em Joinville

Trabalhos foram feitos na casa dos pais do namorado dela, o principal suspeito. Ela morreu em 23 de julho com tiro no peito. Gabriella Custódio da Silva foi atingida por arma de fogo
Reprodução/Facebook
A Polícia Civil fez nesta segunda-feira (5) a reconstituição da morte de Gabriella Custódio da Silva, de 20 anos. Segundo o delegado Eliezer Bertinotti, os trabalhos foram feitos na casa dos pais do namorado dela, o principal suspeito, em Joinville, Norte do estado. Agora a polícia aguarda o resultado, através de laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP).
Gabriella Custódio morreu em 23 de julho com um tiro no peito. O companheiro dela, Leonardo Nathan Chaves Martins, abandonou-a no hospital em Joinville e disse à polícia que o disparo foi acidental.
Casal Gabriella Custódio e Leonardo Martins
Reprodução/Globo
No domingo (4), dezenas de pessoas se reuniram em um ato na Praça da Bandeira e uma caminhada realizada no Centro de Joinville para pedir justiça pela morte de Gabriella. Durante o protesto, familiares e amigos levaram cartazes e faixas com a foto da jovem.
Morte
A vítima morreu após ser baleada na casa da sogra, no distrito de Pirabeiraba. Ela foi levada pelo companheiro para o Hospital Bethesda dentro do porta-malas de um carro. O suspeito fugiu menos de um minuto após deixá-la no pronto-socorro. Ele prestou depoimentos à polícia e foi liberado.
Outras pessoas também prestaram esclarecimentos na delegacia, entre elas o pai do suspeito, que afirmou para a polícia que a arma foi comprada ilegalmente e descartada em um canal no caminho para São Francisco do Sul após o disparo contra Gabriella. A polícia fez buscas na região, mas não encontrou o objeto.
Investigação
A Polícia Civil continua a investigação e vai decidir se pede a prisão preventiva do suspeito por feminicídio. A versão da defesa é que a arma disparou enquanto Leonardo mostrava o objeto para Gabriella, que o pai dele havia comprado.
O delegado Eliezer Bertinotti liberou Leonardo até concluir as investigações do inquérito. Também são aguardados os resultados das perícias, que estão previstos para ocorrer nesta semana. O carro Captiva utilizado para levar a vítima ao hospital foi apreendido.
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