Lava Jato só deu crédito a empreiteiro da OAS após ele incriminar Lula

O empreiteiro que incriminou o ex-presidente Lula no caso que o levou à prisão foi tratado com desconfiança pela Operação Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações, aponta reportagem conjunta da Folha de S.Paulo e do Intercept Brasil. É o que indica a troca de mensagens privadas trocadas entre procuradores envolvidos nas negociações reproduzida na edição deste domingo (30) do jornal.

Segundo a reportagem, o empresário Leo Pinheiro, da OAS, só apresentou a versão que incriminou Lula em abril de 2017, mais de um ano depois do início das negociações com a Lava Jato, quando foi interrogado pelo então juiz Sergio Moro no processo do triplex. Na ocasião, ele disse que a reforma do imóvel era parte dos acertos que fizera com o PT para garantir contratos da OAS com a Petrobras. Essa conexão fundamental para que o processo ficasse nas mãos de Moro.