EUA matam líder da Al Qaeda no Iêmen, diz Trump

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O presidente Donald Trump disse na quinta-feira que os Estados Unidos mataram Qassim al-Raymi, líder do grupo islâmico Al Qaeda na Península Arábica (Aqap), durante uma operação de contraterrorismo no Iêmen.

“Sob Rimi, a Aqap cometeu uma violência incontrolável contra civis no Iêmen e procurou conduzir e inspirar numerosos ataques contra os Estados Unidos e nossas forças”, disse Trump em comunicado, sem mencionar quando Raymi teria sido morto.

Segundo o presidente, a morte do líder enfraquece a Aqap e a Al Qaeda como um todo, e aproxima os EUA da eliminação completa das ameaças desses grupos.

O governo americano vê a Aqap como um dos ramos mais mortas da Al Qaeda, o grupo terrorista fundado por Osama Bin Laden que foi responsável pelos ataques às Torres Gêmeas, em 2001.

Relatos no Iêmen dos últimos dias indicam que Raymi foi vítima de um ataque de drones em Marib, cidade que fica a cerca de 175 km a leste da capital, Sanaa.

A Reuters não conseguiu confirmar essas informações, no entanto, um funcionário do governo iemenita disse à agência que houve um ataque de drones à cidade, mas não que foi Raymi que teria morrido.
Guerra civil

O conflito no Iêmen opõe as forças do governo, apoiadas militarmente por Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e os rebeldes houthis, que têm o apoio do Irã e controlam amplas zonas do oeste e norte do país, incluindo a capital Sanaa.

A coalizão liderada pelos sauditas começou a atuar no Iêmen em março de 2015 para contra-atacar o avanço dos rebeldes e restituir ao poder ao presidente Abd Rabbo Mansur Hadi.

Desde 2015, o conflito deixou dezenas de milhares de mortos, em sua maioria civis, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em abril de 2019, o presidente dos EUA, Donald Trump, vetou resolução do Congresso americano que determinava o fim do envolvimento do país no conflito no Iêmen.
Suspensão de ajuda humanitária

A maior operação de ajuda humanitária do mundo será reduzida no próximo mês no Iêmen, controlado por por rebeldes houthis, porque doadores e trabalhadores humanitários dizem que não podem mais garantir que alimentos para milhões de pessoas estão chegando àqueles que precisam.

Fontes da agência de ajuda humanitária afirmaram que as autoridades houthis no norte do Iêmen estão obstruindo os esforços de fornecimento de alimentos e outras ajudas aos necessitados, em uma grau que não é mais tolerável.

menos que as coisas melhorem, humanitários e doadores não terão escolha a não ser reduzir a assistência, disse um alto oficial da ONU.

Isso incluiria a redução de parte da ajuda alimentar supervisionada pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PAM), que alimenta mais de 12 milhões de iemenitas por mês, 80% deles nas áreas controladas pelos houthis.

A ONU descreve o Iêmen como a maior crise humanitária do mundo e afirma que milhões de pessoas estão à beira da fome.

Fonte: Folhapress
Imagem: Arquivo

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